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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um trecho do Pessoa


"Chove. Que fiz eu da vida? Fiz o que ela fez de mim... De pensada, mal vivida... Triste de quem é assim!"Fernando Pessoa

Eu diria que esse trecho me alivia... e não há explicação que chegue à isso, apenas isso em si é que dá conta de si. Em divagar dessa busca de si tão mais óbvia em si, eu diria que haver coisas que se bastem também a explicações, é apenas meu desinteresse pro elas. Se tentasse explicar o alívio, apontaria pra frase final onde diz da tristeza dessa forma de ser, onde ele finalmente percebe que a experiência vivida respondia ao seu eu, e não era sempre a mesma. Fantástico foi a fantasia com o óbvio, e não só isso.

sábado, 19 de junho de 2010

Uma coisa que se pensa após falhar em várias vias, é que o problema talvez não seja a técnica, ou se quer as escolhas, as atitudes, mas sim o que se é enquanto assume isso tudo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

músicas - Sávio

"alvoraçadas as folhas só sabem cantar"

Sávio

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

na raridade do que é belo - Sávio

lambuso-me com tudo o que é belo,
nesse mundo sou criança que se abasta a todo contento!

(Sávio)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A formiga e a pedra - Sávio


Quem dera todos os mares fossem calmos,
os gregos teriam nos descoberto antes de cristo!
à você eu não teria chegado,
Avulso no mundo seria pela calma,
afetado comigo mesmo talvez estivesse sempre,
preso no convulso do nada.

Mas os mares são tortuosos,
meu coração bate em resposta à onda imensa que se empenha contra mim,
e meus olhos arregalados seguram qualquer coisa onde me apoiar.
Que venha onda imensa!
e somente no fundo do mar estarei contido!
pelo contrário avanço sempre,
existe uma América nova a ser descoberta!

(Sávio)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Algo pra comentar - Sávio

O encontro com a adversidade é subitamente interessante. Esse encontro nos diz antes de qualquer argumento que pudéssemos usar: a vida é maior do que você.
(Sávio)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Uma resposta - Sávio


O que eu sinto e penso quando caminho pelas ruas, é um resumo do que sinto e penso quando caminho pela vida toda. Eu carrego uma carga de tentativas, não sinto antes tamanha convicção como sentia na infância, quando os dragões das histórias eram vencidos na minha imaginação e eu só, dentro do quarto. O que sinto antes não me parece uma grande questão quando esses monstros ressurgem. Tenho tentado vencer grandes paradigmas, tenho tentado vencer grandes questões!

Estive numa investida contra as injustiças, estive também em investidas de outras reivindicações. Eu fui até a praça. Domingo de tarde. A cidade parada. Chegaram alguns poucos pra acompanhar, quase nenhum, como os que lerão essa postagem. O resto esteve sem motivo, sem razão que os levassem a se levantar. Toda a gente está contaminada com isso. Esqueceram-se dos dragões. Eu, como disse, não sinto antes o que venho a sentir em instantes de atitude. A adrenalina não vem com a decisão. A decisão está em outro patamar. O que eu carrego é a iniciativa. A vontade de experimentar. Talvez faltou o brilho que me fizesse desejar, mas nem tudo tem um artista que fizesse a comida parecer saborosa como na foto. Na verdade, as coisas que realmente interessam descobrimos tropeçando nelas, quando partimos pra outras. Ficamos no meio do caminho quase sempre, terminamos os pretextos, as atitudes verdadeiras estão perdidas esperando que demos a atenção devida.
(Sávio)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Busca-se - Sávio

sempre questionei comigo mesmo:
como não ser atingido pela incredulidade alheia?,
nem a minha própria?
(Sávio)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Impasses - Sávio

mas em nenhum caminho se resolve os impasses, eles só são impasses porque não são resolvíveis, nós resolvemos é não tê-los uma hora!
(Sávio)

domingo, 26 de abril de 2009

o sentimento do mundo - Sávio

leva por onde for toda a razão que ganho no peito quando penso em vc!
(Sávio)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A perspicácia

nada se passa diante, mas atrás dos olhos!
(savio)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Nossos Sonhos

Tem algo entre mim e os meus sonhos que ninguém entende, e toda a minha agressividade assegura isso, fazendo-me passar por ignorante ou qualquer coisa do gênero; mas eu e meus sonhos temos nossa própria intimidade!

Devo fazer o que, se não navegar mar adentro? O desastre estará não nesse avanço, mas na timidez de permanecer...

(savio)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

controle

O controle de alguma coisa e a parcela em que ela mais aparece como funcional, como algo que serve a algo. Nao ter controle sobre algo e nao ter esse algo sob nenhuma perspectiva plausivel! - E' assim que nossos pensamentos querem crer, mas sera mesmo? Ou sera ainda que teremos de passar por outra perspectiva dessa palavra, 'controle'? O controle de algo e estarmos aptos a ter esse algo quando precisarmos? Ou ainda, ter essa coisa como a desejamos? Que por sinal parece mais que simplesmente te-la segundo a necessidade, mas algo que transcende nossa propria presença.
Quando olhamos para um homem caminhando com seu cao, observo que o 'dono' parece controlar o cao. O dono ai tera o controle porque quer, e faz assim como quer com o cao, e ainda o cao estara somente onde ele prever, mesmo porque se o cao fugir sera um alarde. Agora, o controle sobre um filho, parece estar para alem de te-lo em casa sob sua otica, mas ter algo compartilhado com ele que o leva para sua propria vida com uma cor de ceu so dele! A cor do ceu, que seja um outro tom da cor do ceu de sua familia. Aqueles primeiros herois, cheios de suas caracteristicas tao proprias. O controle nesse nivel parece ser um controle de cuidar. Cuidar e um controle entao? Ou tera caracteristicas do controle?
Se cuida quando se quer? Se cuidarmos de um estranho, que cruza nosso caminho em uma rua qualquer em uma hora qualquer, ele querera ser cuidado? Me parece que nao, mas parece que seria sim se a pergunta se tratasse de cuidar de alguem conhecido. Cuidar ai seria ter controle por um certo aspecto. O controle seria uma forma de ser controlado tambem, o envolvimento, onde ambos se controlam, e isso acontece por diferentes instanceas, onde a funcao familia serviria como ferramenta essencial para uns, e a palavra namoro para outros, e as pessoas acabam se precisando e tentando manter esse controle. O pudor do controle nao parece ser algo real, o medo que causa a necessidade de controle parece forte demais, a ponto de causar essa mesma necessidade. Antes, o pudor se torna uma ferramenta para a propria pratica daquilo que pudora! Teremos o controle daquilo que conseguirmos tranquilizar no coracao. Nunca teremos controle em mar aberto, que seria o proprio descontrole de tudo.
O controle devastara ao horizonte tudo, conquistando cada aldeia, oprimindo cada aldeao, e depois de tudo, depois de todos os horizontes, depois de todas as fronteiras quebradas, os mares povoavam os coracoes, carregando o humano para as mais arduas contradicoes.
(estara terminado?)
(savio)

domingo, 12 de outubro de 2008

homens e caes

para os caes, estaremos todos desculpados! eh para o homem que o odio deve prevalecer!
(savio)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

identificaçao

O personagem não acaba com o fim do livro ou com o fechar das cortinas, ele continua, porque é ele quem vê através de nós.
(savio)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ao peito

a dor no peito e' o coraçao se deparando com novos contornos!
A nova capa esta um pouco apertada e nao serve muito bem...
as novas capas nunca servem!
(savio)

domingo, 5 de outubro de 2008

o difícil avanço

porque apesar de todos os nossos esforços para ser diferente somos iguais
porque apesar de estarmos conscientes dos erros erramos novamente e repetidamente
porque eu lamento pelas palavras soltas sem propósito
e por isso tudo
eu estou sim um pouco infeliz
nao que eu vá me entregar
mesmo quando a infelicidade me toma como a lama avanca na roupa em queda
eu estou pensando no horizonte das tardes avermelhadas
e da brisa que me toca quando nesse momento eu estou na montanha contemplando o planalto de goiás
(savio)

sábado, 4 de outubro de 2008

a chuva e a inscrição no nada

Atravessei a rua correndo tentando tampar inutilmente o peito da chuva e os olhos. As poças lançavam água de forma barulhenta, e os faróis mostravam a água caindo. Muita água caindo por todos os lados, danificando tudo que havia de ser danificado, e enxarcando minhas roupas. Anunciava meu frio, e dentro do carro era ar condicionado. Meu rosto apertou porque os olhos puxaram ao encontrar ar tão avesso. O caminho foi silencioso em mim, contrário à música que tocava, e me entreguei aos pensamentos que o caminho despertava, fazia uma inscrição no nada naquele momento.

(savio)

O entendimento

eu não entendo as coisas
elas se ocupam de uma forma em mim
(savio)

meu vasto

diante da parede agente sabe mais que devia,
é diante do campo que ficamos confusos!
(savio)